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Cartão refeição: como controlar o saldo e não estragar o orçamento
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O cartão refeição é das particularidades portuguesas que mais confunde qualquer aplicação estrangeira, e das que mais distorce um orçamento feito à pressa.
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Não é dinheiro normal, e é por isso que precisa de linha própria
O subsídio de refeição em cartão tem três características que o distinguem do saldo da conta à ordem: só carrega nos dias úteis efetivamente trabalhados, só se gasta em locais aceites, e tem tratamento fiscal próprio até um limite diário.
Se o somar ao orçamento de alimentação, o número fica inflacionado e esconde o que realmente sai da sua conta. A leitura correta exige duas linhas separadas.
Como estimar o carregamento do mês
A conta é simples: valor diário multiplicado pelo número de dias úteis trabalhados nesse mês. Os feriados, as férias e as faltas reduzem o carregamento.
Um mês com 22 dias úteis e 10,20 euros por dia dá cerca de 224 euros. Um mês de férias pode dar metade. Um orçamento que assume o mesmo valor todos os meses vai falhar em agosto e em dezembro.
O erro do saldo parado
Muita gente acumula saldo no cartão sem dar por isso, sobretudo quem come em casa com frequência. Esse dinheiro é seu, mas está preso a um uso específico.
Vale a pena olhar para o saldo uma vez por mês e usá-lo em compras de supermercado, que quase sempre são aceites, em vez de o deixar a crescer.
Perguntas frequentes
O cartão refeição entra no orçamento como rendimento?
Não deve entrar como rendimento disponível. É um saldo dedicado à alimentação, com carregamento variável conforme os dias úteis trabalhados, por isso merece uma linha separada no orçamento.
Posso usar o cartão refeição no supermercado?
Na generalidade dos casos sim, porque as grandes superfícies alimentares estão entre os locais aceites. É a forma mais prática de não deixar saldo parado.